terça-feira, 13 de novembro de 2007


somos carne e sangue e ossos e os cabelos todos
incontáveis
e a pele das mãos e dos pés e do resto do corpo
o sangue os olhos e a boca
a terra mordida esgravatada entranhada
e o sorriso
as mãos os dedos e a ternura
o teu segredo
retrato velho esquecido
o teu sorriso
frio das gavetas
e as mãos e os olhos
e as raízes
e o chão
o chão que há-de comer tudo
tudo
até ao fim
até nada
para além do nada
haver

somos carne e sangue e ossos e
somos começo
antes de qualquer fim
somos começo

Sem comentários: